sábado, 2 de maio de 2020

Regina Quintanilha (1893-1867)

Regina Quintanilha (1893-1867)

Torna-se a primeira aluna do sexo feminino a ser admitida na Faculdade
de Direito da Universidade de Coimbra e, em 1913, passa a ser a primeira mulher
advogada em Portugal, cinco anos antes de a lei permitir essa condição às mulheres.

Maria Lamas (1893-1983)


Maria Lamas (1893-1983)

''A condição da mulher está de tal forma ligada aos problemas fundamentais da humanidade
que não será possível separá-los.''
(MARIA LAMAS, A mulher no Mundo, Vol.I: 577)


Uma das fundadoras do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e, mais tarde, presidente da direcção. O seu activismo fez com que, durante o Estado Novo, fosse perseguida pela PIDE e presa em Caxias.

Irene Lisboa (1892-1958)



Irene Lisboa (1892-1958)


Irene Vieira Lisboa nasceu na Quintinha d'alem freguesia de Arranhó, concelho de Arruda dos Vinhos no dia 25 de dezembro de 1892. Foi escritora, professora e pedagoga portuguesa.Formou-se na Escola Normal Primária de Lisboa e continuou os estudos na Suíça, França , Bélgica e Portugal onde se especializou em Ciências de Educação, permitindo-lhe escrever várias obras sobre assuntos pedagógicos. Durante a estadia em Genebra, mercê de uma bolsa do Instituto de Alta Cultura, teve a oportunidade de conhecer Jean Piaget e Édouard Claparède, com quem estudou no Instituto Jean-Jacques Rousseau.
Começou a vida profissional como professora da educação infantil. Em 1932 recebeu o cargo de Inspetora Orientadora do ensino primário e infantil. Como destaca Rogério Fernandes: «o programa de tal departamento desenhado por Irene Lisboa, reformulava de alto a baixo as funções de um órgão estatal até aí consagrado exclusivamente ao controlo ideológico, administrativo e disciplinar dos docentes.» Eis a razão porque Irene Lisboa foi afastada do cargo, primeiro para funções burocráticas – foi nomeada para o Instituto de Alta Cultura – e depois, em 1940, definitivamente afastada do Ministério da Educação e de todos os cargos oficiais, por recusar um lugar em Braga. Na verdade, foi uma forma de exílio para uma pedagoga incómoda pelas suas ideias avançadas.
Irene Lisboa dedicou-se por completo à produção literária e às publicações pedagógicas, depois de se reformar aos 48 anos. No entanto não foi livre na expressão dos seus pensamentos. «Restavam-lhe a imprensa, o livro, a conferência. Grande parte das suas intervenções tem, precisamente, esses suportes, mas convém não esquecer que o controlo censório exercido pela ditadura salazarista sobre a expressão pública do pensamento não lhe permitiu certamente a transmissão das suas opiniões com toda a claridade.»
Faleceu a 25 de novembro de 1958, a um mês de cumprir 66 anos de idade. Os restos mortais da escritora foram em 13 de janeiro de 2013 trasladados do cemitério da Ajuda, em Lisboa, para o cemitério de Arruda dos Vinhos. 
A escrita dominou toda a sua vida. Em homenagem à pedagoga Irene Lisboa a Federação Nacional dos Professores fundou, em 12 de janeiro de 1988, o Instituto Irene Lisboa. A 19 de maio de 1989, foi agraciada, a título póstumo, com o grau de Comendador da Ordem da Liberdade. (fonte:WIKIPEDIA)


''Mulheres! Nos tempos que correm, de vós as mais lidadas e as mais ouvidas, a uma tarefa vos devéis dar: a de derrubar
o preconceito de que há uma arte feminina, arte de mulheres, diferente da dos homens. 
Ainda não percebi que bases tem uma tal arte. Nem até o que chega a significar intelectualidade feminina, inteligência de mulheres,
distinta da dos homens. Distinguir, como se tem pretendido, arte feminina de arte masculina,
parece-me coisa bem temerária e difícil.''
Solidão II - Notas do punho de uma mulher

Carolina Beatriz Ângelo (1878-1911)

Carolina Beatriz Ângelo (1878-1911)

Foi a primeira médica cirurgiã em Portugal e primeira mulher a votar na Península Ibérica.
Carolina Beatriz Ângelo (Guarda, 16 de Abril de 1878 — Lisboa, 3 de outubro de 1911) foi uma médica e feminista portuguesa. Foi a primeira mulher a votar no país, por ocasião das eleições da Assembleia Constituinte, em 1911.  O facto de ser viúva e ter de sustentar a sua filha Emília Barreto Ângelo, permitiu-lhe invocar em tribunal o direito de ser considerada «chefe de família», tornando-se assim a primeira mulher a votar no país, nas eleições constituintes, a 28 de Maio de 1911. Por forma a evitar que tal exemplo pudesse ser repetido, a lei foi alterada no ano seguinte, com a especificação de que apenas os chefes de família do sexo masculino poderiam votar.

Emília de Sousa Costa (1877-1959)


 Emília de Sousa Costa (1877-1959) 

 
Emília de Sousa Costa (1877-1959) foi professora, escritora, contista e impulsionadora da literatura infantil em Portugal, fundou uma organização de auxílio à educação das mulheres desfavorecidas, a Caixa de Auxílio a Estudantes Pobres do Sexo Feminino. Foi uma prolífica autora de histórias infantis e uma divulgadora empenhada da obra dos irmãos Grimm, Jakob (1785-1863) e Wilhelm (1786-1859), em Portugal, através da adaptação de muitos dos seus contos para a língua portuguesa. Escreveu também contos e novelas de outra índole, como os textos que integram este livro. Parte do seu espólio encontra-se actualmente depositado no Grémio Literário Vila Realense, juntamente com o espólio do romancista, ensaísta e cronista Sousa Costa (1879-1961), que documentou, retratou e comentou a época final da monarquia bem como toda a agitação da I República. (http://www.noticiasdevilareal.com/noticias/listar_detalhes.php?id=852).
   Do conto 'Mater Dolorosa!', inserido em Quem Tiver Filhas no Mundo..., transcrevem-se dois parágrafos:
   "Ao enfrentar o Douro que ruge e espumeja, em todo o arrebatamento da sua bravura hibernal, o Antonio  não se atemoriza. Fica-se a fitá-lo, a mirar extático os ímpetos da sua corrente avassaladora que empolga e arrasta destroços de armazens ribeirinhos, de muros esboroados, de árvores arrancadas, sem dar tento de que o senhor Adrianinho já embarcára na margem oposta e por isso lhe cumpre o descavalgar. Não sente o espadanar forte dos remos com que os barqueiros valentes domam as águas, nem as vozes rijas do arrais, no comando das manobras.
   De repente, quando a barca está prestes a varar a terra, o cavalo assusta-se, relincha frenético, sacode-se, empina-se em galões nervosos, arranca desvairado em sacões violentos, entra na água e, sem que alguem possa obstar à desgraça iminente, cospe o cavaeiro que, num grito de espanto, pretende filar-se lhe nas crinas e logo solto dêsse amparo, desaparece no seio das águas barrentas e não mais volta à superfície."


Emília de Sousa Costa (1877-1959)



Professora, escritora, contista e impulsionadora da literatura infantil em Portugal, fundou uma organização de auxílio à educação das mulheres desfavorecidas, a Caixa de Auxílio a Estudantes Pobres do Sexo Feminino. 






+ INFO


Maria Veleda (1871-1955)


Maria Veleda (1871-1955)

Sócia fundadora do Grupo de Estudos Feministas e da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas. Pseudónimo de Maria Carolina Frederico Crispim (São PedroFaro26 de fevereiro de 1871 – Santa EngráciaLisboa8 de abril de 1955), foi uma professora, jornalista, activista feministarepublicanalivre pensadoramaçónica e espiritualista portuguesa. Foi pioneira na luta pela educação das crianças, dos direitos das mulheres e na propaganda dos ideais republicanos, sendo uma das mais importantes dirigentes de um dos primeiros movimentos feministas portugueses, a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas.





+INFO
https://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Veleda

Maria Clara Correia Alves (1869-1948)



Maria Clara Correia Alves (1869-1948)


Parte de uma segunda vaga do feminismo português. Foi uma das fundadoras do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e responsável pelo seu órgão de informação, o Alma Feminina. Integra o núcleo de oradores da sessão do Grémio Lusitano, em honra do Governo Provisório da República e da promulgação da Lei do Registo Civil obrigatório, tendo abordado o "papel da mulher na família, agradecendo ao Sr. Dr. Afonso Costa tudo quanto tem feito a favor do seu sexo". A sessão foi presidida por Magalhães Lima, Grão-Mestre da Maçonaria.


Alice Moderno (1867-1946)



Alice Moderno (1867-1946)


Primeira rapariga a frequentar o liceu de Ponta Delgada.
Foi colaboradora de múltiplas organizações feministas
e destacou-se ainda como defensora dos direitos dos animais,
em especial com a fundação da Sociedade Protectora dos Animais Micaelenses.

Elzira Dantas Machado (1865-1942)


Elzira Dantas Machado (1865-1942)


Colaboradora da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas. Depois de algumas divergências, funda a Associação de Propaganda Feminista e, mais tarde, a Cruzada das Mulheres Portuguesas. Esposa do ex-Presidente da República Portuguesa Bernardino Machado, sendo Primeira Dama de Portugal entre 1915 a 1917, e novamente entre 1925 a 1926.

+INFO 

Maria da Cunha (1862-1917)


Maria da Cunha Zorro (1862-1917)
Poeta e tradutora. Nasce em Lisboa, filha de mãe brasileira e pai espanhol, Francisco Zorro.
O seu tio era o célebre filólogo português Cândido de Figueiredo.
Em 1912 Maria da Cunha acompanha a deslocação da jornalista Virgínia Quaresma (1882-1973),
com quem tinha uma ligação amorosa. As duas passam a trabalhar no periódico carioca A Época.
Foi também proprietária e redatora do jornal literário dominical A Grinalda,
dedicado à defesa dos direitos das mulheres.
Mantém com Virgínia Quaresma uma relação amorosa e, provavelmente pela pressão homofóbica
que sentem, acabam por ir viver para o Brasil.

+ INFO










Catarina Eufémia (1928-1954)




Catarina Eufémia (1928-1954)

Catarina Efigénia Sabino Eufémia (BaleizãoBeja, 13 de Fevereiro de 1928 — Monte do Olival, Baleizão, Beja, 19 de Maio de 1954) foi uma trabalhadora agrícola portuguesa que, na sequência de uma greve de assalariadas rurais, foi assassinada a tiro por um agente da Guarda Nacional Republicana. Com vinte e seis anos de idade, analfabeta, Catarina tinha três filhos, um dos quais de oito meses, que ofereceu resistência ao regime salazarista, sendo ícone da resistência no Alentejo.

“Anteontem, numa questão entre trabalhadores rurais, ocorrida numa propriedade agrícola próximo de Baleizão, e para a qual foi pedida a intervenção da G.N.R. de Beja, foi atingida a tiro Catarina Efigénia Sabino, de 28 anos [...]. A morte foi provocada pela pistola-metralhadora do sr. Tenente Carrajola [...]. No momento em que foi atingida, a infeliz mulher tinha ao colo um filhinho, que ficou ferido, em resultado da queda. A Catarina Efigénia tinha mais dois filhos de tenra idade e estava em vésperas de ser novamente mãe.”